Saímos cedo, embora o sol não tenha nascido novamente. Achamos que era cedo. Os galos ainda cantam, mas dá para perceber que as pessoas estão fora de seus horários normais. Dia e noite não fazem diferença, então a cidade tem gente em quase todos os momentos. Fomos em direção ao forte dos Paladinos e o caminho foi tranquilo, sem movimentações estranhas. Dormimos no forte, já que parecia ser mais seguro.
No segundo dia, partimos para o caminho novamente pela estrada e a Ranger, uma colega elfa, conseguiu encontrar rastros de criaturas. Ficamos imediatamente mais atentos e Jeudi nos alertou para a presença de algo parecido com grilos gigantes.

O combate foi brutal mas não muito demorado e logo conseguimos derrotar as criaturas, mas tivemos um gosto do que nos esperava pela frente. Alguma horas a mais encontramos a falada mina. Não parecia ser muita coisa, então avançamos dentro da caverna. Decidimos explorar sua parte norte e logo sentimos um cheiro que assaltava nossas narinas, cheiro de carne podre, além de um barulho de algo sendo comido. Olhando por uma porta entreaberta vimos criaturas morto-vivas. Nos preparamos para um ataque e facilmente derrotamos eles, já que eram lentos. Explorando a sala, vimos que era um deposito de comida, a muito tempo estragada. Nada interessante por aqui. Furtivamente fui explorando a zona sul da mina. Encontramos mais pedaços de trilhos, que levavam para duas direções. Seguimos para nordeste, de onde uma das criaturas que nos atacaram antes de entrarmos na mina saiu da PAREDE! Ficamos surpresos com essa habilidade e a criatura nos atacou, mas Jeudi, com seus poderes divinos, em um ataque só destruiu a criatura. Continuamos andando, seguindo os trilhos e fomos atacados por morcegos. Aparentemente Jeudi fez muito barulho andando e chamou a atenção das criaturas. Por mais que fossem muitos, o combate não foi demorado. Eles focaram muito na Elfa Freya e a machucaram bastante, além de eu ter sofrido vários ataques, mas logo conseguimos acabar com eles. Não é exatamente o que eu treinei todos esses anos para fazer, mas inimigos são inimigos, independente do tipo.
Achamos logo em seguida o final desses trilhos e eles levavam a uma sala que parecia ser um armazém. Vimos dois machados polidos lá na parede, eu achei estranho mas não comentei nada, erro meu. Os machados eram criaturas transformadas que trocam de forma! O combate foi duro, Jeudi quase pereceu e eu mesmo acabei ficando inconsciente, tentando resgata-la das criaturas que pareciam grudar em quem atacassem. Quando acordei, Jeudi estava me curando. Sem a sua presença teríamos com certeza perecido. Novamente nos colocamos a andar e encontramos uma sala trancada ao sul, que parecia ser um tipo de escritório. Olhando em uma das gavetas achamos algumas gemas, valendo perto de 25gp cada uma (100gp total). Voltamos para onde o túnel se dividia, desta vez seguindo para o sudeste. Os trilhos levavam para cima de um vão com uma pequena ponte. Testei a estrutura antes e ela parecia sólida, então atravessei na frente do grupo. Os trilhos pareciam muito corroídos nessa parte. Vimos aqui dois bichos que pareciam baratas gigantes, mas eles correram quando nos viram. Com certeza assustados pela luz da tocha que Jeudi carregava, luz que não entrava nessa região a muito tempo pelo jeito.

Deixamos com que elas fugissem, para garantir que não seria nenhuma armadilha, e continuamos explorando o túnel em sentido leste. Vimos um longo corredor e logo escutamos mais barulhos dessas baratas a frente. Quatro dessas baratas e uma barata gigante apareceram bloqueando o caminho. A barata grande soltou um jato
de ácido que corroeu a minha pele e eu perdi a consciência por alguns segundos, mas Jeudi novamente me curou. Atacamos as pequenas baratas com ataques a distância, enquanto a grande barata fugiu. Conseguimos derrotar algumas delas, mas achamos melhor voltar para a cidade, pois estávamos feridos e cansados.
Não foi perfeito, mas conseguimos voltar sem grandes consequências, um pouco mais experientes e com algum dinheiro a mais no bolso.