Título do tópico:
[0000 - dd/mm/aaaa] "nome da sessão" - "nome do mestre"
[0001- 16/10/2017] A Sociedade do Anel - Gandalf, o Cinzento
[0002- 18/05/2018] As Duas Torres - Saruman, o Branco
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Me encontrei com os outros membros do grupo que iria limpar a floresta das aranhas que infestavam e cobriam tudo com teias. Aquele dia inteiro eu não conseguia parar de espirrar.
Eu esperava que mais aventureiros se juntassem a nós, aí poderíamos usar as táticas de combate que eu e Sir havíamos combinado. Mas hoje estavam lá apenas Sir e Capiroto.
Partimos diretamente em direção à floresta, mas muito antes de chegarmos, teias já cobriam uma região muito maior do que se pensava, cobrindo boa parte da planície ao sul da cidade e até parte da Floresta Encantada, a maioria cobrindo o chão, pois não havia lugar para que as aranhas pendurassem as teias. Chegando próximo à floresta, vimos que ela agora estava completamente coberta de branco, como a neve nos dias frios de inverno. Sabendo que aranhas não se concentram todas em um local só, usei minha forma de aranha gigante para aumentar meus sentidos e localizar as aranhas pela vibração que seus corpos faziam ao andar sobre as teias, já que aquela floresta agora era nada mais do que uma grande teia. Foi interessante porque senti que haviam várias aranhas grandes localizadas em diversos pontos da Floresta Branca, mas uma região específica haviam três coisas muito curiosas. Primeiro, senti que haviam dois corpos maiores em contato com as teias (pareciam aranhas, só que mais pesadas). Segundo, havia uma área da teia onde um ser parecia pesar sobre a teia e logo depois desaparecer, seu peso característico reaparecendo em outro ponto próximo. O terceiro era que na região sul da floresta, havia uma grande área completamente sem teia, como uma clareira onde eu nada podia sentir. Resolvemos que a melhor coisa a fazer era ir diretamente em direção à clareira para descobrir o que havia de diferente lá e se talvez poderíamos descobrir o que está realmente causando essa expansão das aranhas e suas teias. Partimos então para o meio daquele mar de branco onde nem a luz do sol penetrava, Sir abrindo caminho com uma tocha para derreter as teias enquanto eu e Capiroto observávamos em busca de aranhas.
Mesmo com toda atenção, não fomos capazes de ver a aranha que nos espreitava e que, de surpresa, saltou pra cima de nós. Ela nos atacava e saltava de volta em meio às teias, onde manobrava fora de nossa vista. Sua mordida era venenosa e muito dolorosa. Usei as forças da natureza para trazer uma esfera de fogo para queimar a aranha e também abrir caminho pelas teias onde se escondia. Após abrir uma grande área na teia, a aranha saltou pra fora e lançou raios de suas patas como se fosse a varinha de Emmeline e se escondeu novamente. Mas agora não restavam mais tantos lugares para se esconder e quando ela foi forçada pra fora com o fogo, atacamos ela com tudo que tinhamos até que ela caísse. Seu corpo parecia resistir o ataque de armas normais, mas o fogo, raios da espada de Sir e as magias de Capiroto pareciam afetá-la bem. Cansados e feridos, paramos por uma hora para recobrar nossas energias.
Seguindo na direção da clareira, não demorou muito e chegamos numa teia mais espessa, teia que se fosse feita por aranhas, teria demorado várias semanas para cobrir uma área muito pequena. Havia algo estranho aqui. Usei meu fogo natural para auxiliar Sir a abrir caminho. Quando chegamos na clareira, não era uma clareira, mas um gigantesco domo todo feito de teias que cercava a área e cobria acima das árvores, com mais de 100 pés de altura. Capiroto, usando seus raios (muitos raios), conseguiu fazer um pequeno buraco por onde a luz do sol penetrava, mas como a área da clareira era tão grande, não era o suficiente para iluminar muita coisa. Vendo que logo escureceria e nós estávamos drenados de energia, paramos para descansar, acendendo fogueiras em volta de nosso acampamento, a fim de dar luminosidade para quem ficasse acordado e não sermos surpreendidos pelas aranhas.
Foi uma noite tranquila e mesmo com todo aquele alvoroço de raios e fogueiras, nenhuma aranha nos perturbou. Essa área não parecia somente uma parte sem teias, mas também um lugar onde as aranhas não entravam. Mas qual poderia ser a razão, nem desconfiávamos.
Avançando cautelosamente pela área escura, subi novamente na teia, em forma de aranha, pra ver se elas haviam sido atraídas por nossa presença. Pedi também que Capiroto usasse sua magia para destruir parte do domo, ao que apenas a aranha misteriosa, aquela que aparecia e desaparecia de sua teia, se aproximou de nossa região, mas não entrou no domo. Decidimos continuar e explorar a área. Chegando próximo ao seu centro, encontrei pegadas, uma de humanos com botas, outras de algum ser gigante, e várias de aranhas. As pegadas nos levaram até um local com um brilho azulado a disância, um brilho fraco que parecia flutuar no ar. Corpos de aranhas gigantes também estavam por ali. Nos aproximamos e vimos que eram luzes, brilho de energia mágica bruta dançando sobre um lago de líquido azul brilhante. O local inteiro reluzia de energia mágica de todas os tipos ao mesmo tempo e a própria magia interagia com quem usava seus poderes, como se cada um de nós puxasse os seus fios para tecer sua própria magia. Era a continuação da linha mágica que havia primeiro visto na floresta quando fomos atrás dos lagartos gigantes, a mesma ruptura do fluxo de magia transbordando e afetando tudo ao seu redor (a linha parece ligar estes dois pontos nas florestas, talvez podendo ser seguida mais adiante das montanhas na direção do Rio Ruidoso).
Capiroto resolveu amarrar uma corda em sua adaga e jogar no lago, que vagarosamente puxou a lâmina para dentro e depois se segurou nela quando ele puxou. O líquido viscoso não parecia ser absorvido pelo metal, então ele jogo seu escudo e sua armadura, ambos absorvendo um pouco do líquido. Entendo que ele tentava imbuir magia em seus itens, pedi que ele mergulhasse também minha cueca, e após ela ficar melequenta e azulada, guardei-a na mochila. Capiroto resolveu então mergulhar a ponta de seu rabo. Sua expressão era a de um prazer extremo e ele mergulhava cada vez mais, até o momento que ele resolveu beber do lago. Após o primeiro tímido gole, ele sorriu e seus olhos reviraram em êxtase. O segundo foi como ver um animal mergulhando sua cara num oásis de água cristalina após uma temporada de seca extrema. Quando se ergueu, Capiroto parecia mais atento, mas com um olhar meio bobo no rosto. Sir sugeriu continuarmos pois talvez muito daquele líquido não o faria bem. Mas antes de ir, conseguimos encher quatro garrafas para trazer de volta.
Mais adiante, vimos outro brilho flutuante e nesse um homem estava de pé no meio de uma construção rasa de pedra. Ele não parecia velho, mas a barba e sujeira nas roupas dava a impressão de que estava lá fazia muito tempo. Ele tinha símbolos reluzentes que pairavam sobre o chão e uma única mão translúcida segurava o livro do qual parecia ler seus encantamentos. Ele murmurava e mexia os braços usando a magia que voava rapidamente de um lado para o outro. Capiroto disse que os símbolos eram sobre teletransporte (talvez ele estivesse tentando voltar a seu mundo) e o mago parecia muito concentrado no que fazia, sem tempo pra nos dar qualquer atenção. Era como se seu corpo estivesse ali mas sua mente estivesse em outro lugar. Ali perto encontramos também os restos de uma pequena fogueira e uma bedroll, provavelmente pertencentes ao homem, mas não usados há algum tempo. Quando Capiroto tentou pegar o livrinho do mago, ele finalmente saiu de seu transe e parecia muito irritado. Ele não respondeu nenhuma de nossas paerguntas, parecia não ter tempo pra elas, apenas mandou que saíssemos. Ele parecia estar fazendo algo importante e frustrado por não ter o resultado esperado. Eu queria conversar com ele, mas quem sou eu pra interromper o esforço de outro?
Ali por perto, encontramos também um ser gigante de olhos azuis como a magia, mas com o corpo misturado com o de uma aranha. Ele tinha a altura de uma árvore e vários braços. Ele andava pesadamente e tremia o chão, mas também não parecia ligar para nossa presença. Do modo como se movia, ele parecia um guardião do mago ali por perto (o que explicaria os corpos de aranha que encontramos). Deixamos os dois seres de lado e seguimos para o norte, fora do domo, a fim de encontrar as outras aranhas que tinhamos que matar.
Abrindo caminho pelas teias, descobrimos um pequeno monte de pedra com uma caverna. Era provavelmente aqui que se escondia uma das aranhas maiores que senti. Entramos tentando ser furtivos, mas a armadura metálica de Sir e meus constantes espirros fizeram acordar o animal que lá dormia. Era um urso, mas também um aranha. Um ursaranha. Sabendo que o ataque viria em seguida, Sir correu até o ursaranha e o atacou. O bicho tinha a habilidade de criar imagens ilusórias de si, dificultando que o acertássemos. Com nossas forças combinadas, o combate foi duro, mas vencemos. A criatura acendeu em chamas com minha bola de fogo. Resolvemos descansar novamente por uma hora antes de continuar atrás das outras.
Foi quando vimos brevemente a terceira aranha estranha. Ela era translúcida, e mesmo iluminando ela com meus poderes, ele atacava e depois desaparecia por completo. Quando reaparecia algum tempo depois, nos atacava e desaparecia novamente. Como não víamos pra dentro das teias que nos rodeavam, assumi a forma de aranha gigante e, junto com minha bola de fogo, fui atrás do bicho. O local que ela desaparecia, era o local que ela também reaparecia antes de sumir pra dentro das teias. Talvez ela fosse um experimento do mago, com o poder de se teletransportar para algum outro mundo e voltar. Usando essa estratégia, acabamos com essa ameaça.
A quantidade de aranhas estranhas, mágicas e misturadas com outros seres, me parece que eram experimentos do mago. Talvez ele mesmo tenho criado as aranhas, ou talvez ele tenha apenas se aproveitado que eram muitas e as usava como cobaias.
Cansados, mas decididos a acabar com um pouco mais das aranhas que causavam o problema, seguimos atrás de um grupo de duas juntas. Por mais que essas não usássem poderes, as duas juntas foram muito difíceis de vencer em apenas três. Capiroto caiu e foi reerguido várias vezes, Sir golpeava enquanto eu o curava, mas o veneno delas nos enfraquecia ao mesmo tempo. Eu quase não resisiti, mas enfim derrubamos elas. Vendo que outro combate assim talvez não seria vencido, resolvemos voltar a cidade para juntar um grupo maior e terminar o serviço. Das 13 aranhas gigantes que eu havia detectado, fomos capazes de derrotar 5, principalmente as maiores, usuárias de magia.
If the barbarian has ten gold pieces, and the rogue steals half of it, what does the rogue take?
1d12 slashing damage.