[0017 - 01/12/2018] A floresta pede ajuda - Trevisan

Cada sessão de jogo terá 1 tópico.

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[0000 - dd/mm/aaaa] "nome da sessão" - "nome do mestre"
[0001- 16/10/2017] A Sociedade do Anel - Gandalf, o Cinzento
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Grimm
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[0017 - 01/12/2018] A floresta pede ajuda - Trevisan

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Mestre: Trevisan
Aventura: Alp recebeu uma mensagem em forma de folha dizendo que a floresta perto da Fortaleza dos Paladinos precisava novamente da nossa ajuda.
Dia/Hora: 01/12/2018 08:30 BR
Timezone: https://notime.zone/LSKvdKDf25d6K
Nível: Qualquer
Tempo: 6 horas

Jogadores: Alp, Argok, Prospero e Capiroto.
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Grimm
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Re: [00017 - 01/12/2018] A floresta pede ajuda - Trevisan

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Relato de Alp:

É sempre uma coisa magnífica ver um broto novo nascer, ainda mais em pleno outono. Ali, no meu bosque cheio de arbustos e pedras cheias de musgo, uma pequena folha desabrochava do grande carvalho de folhas alaranjadas e vermelhas que provê o conforto no chão que durmo todas essas noites de outono. Pensando bem, ela desabrochou e se abriu de modo muito rápido, mas do que eu jamais havia visto. Ao analisar a folha mais de perto, percebi que era uma mensagem: A floresta precisa da sua ajuda novamente!
Rapidamente juntei as minhas coisas e fui de encontro aos meus companheiros, Argok, Sir Tyler e Capiroto, na taverna da cidade. Saltei entre eles e anunciei nossa missão. Precisávamos voltar para a floresta perto da Fortaleza dos Paladinos para ajudar a floresta. Era um chamado da natureza e ele tinha que ser atendido. Eles me olharam fazendo caras estranhas, mas Prospero disse entender. Acho que ele só queria algo pra fincar a sua espada novamente. No fim, todos aceitaram e viajamos rapidamente até a floresta.

Chegando sem dificuldade, os animais da floresta me disseram que eles já podiam voltar a entrar nas matas normalmente. No entanto, a parte do norte ainda posava problemas e as árvores da região não permitiam a entrada de qualquer animal na região. Árvores impedindo o trânsito de animais silvestres estava errado, alguém ou alguma coisa devia estar por trás disso. Talvez a bruxa novamente. Um corvo trouxe a mensagem de que deveriamos segui-lo. E como sabiamos que a bruxa podia controlar animais e plantas, ficamos um pouco suspeitos de uma armadilha, mas seguimos até o local desejado. Chegando lá, vi algo que eu não via há muito tempo: pedras erguidas com rúnas druídicas entalhadas sobre suas faces. Era um local de reunião, um local sagrado.
De dentro de uma das árvores ela apareceu. Um espírito da floresta! Criaturas como essa são as verdadeiras guardiãs das matas, sua autoridade é absoluta e me senti muito privilegiado de ser requisitado por ela. Mesmo o ignorante Prospero, que antes falava de queimar a floresta, não foi capaz de negar o poder e majestade dessa criatura, tratando ela com muito respeito e reverência. Ela nos contou como as bruxas, que costumavam também serem espíritos da natureza, foram corrompidas e passaram a causar o mal que antes afligia essa floresta, mas que agora elas fugiram para o norte onde continuavam a corromper a natureza. Viemos para ajudar e prontamente nos preparamos para ir ao norte e explusar a bruxas novamente. Para nosso auxílio, ela permitiu que levássemos um pouco da água de sua fonte. Uma nascente de vida! A água essencial que nutre as grande árvores, o sangue que flui pelas veias da floresta, água da vida! Preparados, partimos.

Sem demora, Argok nos guiou pelos caminhos da floresta que levavam até o local onde as árvores se mexiam. Logo chegando, tentei ouvir as vozes da floresta. As árvores que se moviam em nossa direção nos dizendo para irmos embora. No entanto as árvores ao redor clamavam por nossa ajuda contra suas irmãs corrompidas. Logo nos vimos cercados e o combate começou. As árvores tinha galhos longos e fortes, então me transformei em polvo enquanto Capiroto tornou a área obscurecida para se proteger e àqueles que iam precisando de cobertura. Conjurei uma bola de fogo, que queimava as árvores malditas e os outros dois companheiros golpeavam a madeira como lenhadores ensandecidos. O combate foi muito duro, mas com a ajuda das árvores boas, finalmente vencemosa luta. Como recompensa, as árvores resgatadas nos deram abrigo e nos protegeram durante a noite para que nos preparássemos para o dia seguinte.

Seguindo para a direção que as árvores haviam nos indicado, começamos a andar através do terreno muito difícil até conseguir chegar numa parte sem tantos troncos, mais ainda no breu formado pela copa das grandes árvores. De repente, ouvi barulhos à noss volta a prontamente gritei "Cuidado, uma emboscada!". Homens-lobo nos cercavam, tentando nos surpreender, mas foi Argok que atacou primeiro, arrebentando o peito de um dele com seu machado de prata. Um deles me mordeu e eu senti algo estranho dentro de mim, como se fosse um mal estar. Usei a energia da natureza para raios caissem sobre os monstros e rapidamente fomos capazes de derrotá-los. As armas prata realmente deram certo. Bebemos um pouco da água da vida e nos sentimos descansados e prontos para mais.
Seguimos o rastro das criaturas até uma clareira onde se encontrava uma gigantesca árvore morta. Era um dos lendários gigantes da floresta, mas havia secado e morrido há algum tempo. Por toda a sua volta haviam bonecos de palha e madeira, como os que os fazendeiros usam para afastar os corvos, mas muito mais amedrontadores. Eu ainda estava em minha forma de sapo gigante, quando uma mulher apareceu, na minha frente, bela e parecendo muito fora de seu lugar. A guardiã me deu todo aviso que eu precisava e aquela deveria ser uma das bruxas. Ataquei sem pensar duas vezes, mas logo os espantalhos todo criaram vida, correndo pra cima de nós e soltando gritos aterradores que fizeram até Argok ficar paralisado. Capiroto e eu usamos de nossos poderes para atingir os monstros enquanto nos afastávamos, derrubando um a um. As bruxas quando atingidas, se revelaram apenas ilusões, se guardando para um combate apenas como último recurso. Minha coragem só me falhou por um instante durante a batalha, mas os bonecos não puderam me atingir. Quando pensamos finalmente poder ir atrás das bruxas, monstros feitos da própria madeira da árvore morta nos atacaram. Mais do que serem fortes, sua grande vantagem estava em poderem se teletransportar entre as árvores em volta, chegando a cada um de nós rapidamente. Com nossas forças combinadas, derrubamos um deles. O outro resistiu até o final, mas Argok deu fim nele com sua fúria de gigante. Eu estava bem, pois não havia sido atingido ainda por um golpe sequer, mas meus amigos estavam bastante feridos e , ao invés de enfrentarmos as bruxas nessas condições, recuamos até o abrigo dado por nossas amigas árvores e retornamos após um longo descanso.

Infelizmente, quando chegamos até a porta de entrada da árvore, onde as bruxas se escondiam, ela já haviam fugido, deixando para trás diversos itens estranhos, inclusive uma cabeça de anão e uma pedra que rolava até a fonte de água mais próxima. Ela escaparam novamente, mas pelo menos, mais uma parte daquela majestosa floresta voltava à vida.
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