[0099 - 21/06/2020] Caçar monstros gigantes - Guilherme
Posted: Sun Jun 21, 2020 5:16 pm
by Grimm
Mestre: Gui
Aventura: Caçar criaturas e monstros gigantes na região não mapeada acima do forte do Lich.
Dia/Hora: 21/Junho/2020 13h00min
Timezone: https://notime.zone/Lml2thuzcenV7
Nível: Apenas aventureiros de nível 5 ou mais.
Tempo: da 13:00 até as 19h. (6h de jogo, ou mais caso o grupo tenha disponibilidade)
Procurando por: Qualquer tipo de aventureiro, em especial aqueles que mantém o Boi de pé enquanto ele destrói os inimigos.
Saque: Todo o saque (mundano) será recolhido por Boi, que irá vender tudo e dividir igualmente os ganhos. Itens exóticos e/ou mágicos terão seu destino definido pelo líder do grupo.
Grupo atual:
| Nome |
Classe |
Nivel |
| Boi Xavante |
Bárbaro Zelote/Guerreiro Campeão |
7/3 |
| Luthien |
Bruxa do Tomo |
10 |
| Caçadora |
Druida da Lua/Bárbaro |
11/1 |
| Argok Ironfur Thorak |
Bárbaro do Totem |
10 |
| Moxit |
Ranger (atualizado) Mestre das Feras |
5 |
mapa.png
Re: [0099 - 21/06/2020] Caçar monstros gigantes - Guilherme
Posted: Mon Jun 22, 2020 12:36 pm
by Grimm
Relato da Caçadora:
Me encontrei com o grupo que Boi Xavante havia chamado para se aventurar e caçar criaturas gigantes perto da Torre do Lich. Expressando seu desejo de chegar ao local mais rapidamente com a minha ajuda, levei todos até o Grande Carvalho no pátio da Guilda dos Exploradores. Me conectando com a planta, abri um portal em seu tronco e todos entramos, nos tornando pulsos de energia natural. Fluindo pelo seu floema e atravessando suas raízes profundas, fomos transmitidos de planta em planta, por cada raíz, folha, lâmina de grama, flor e pólen até que a vasta rede de conexões da natureza nos deixasse no Velho Cedro, do lado de fora da Torre do Lich. A grande transmissão demorou apenas alguns segundos. Uma duração de tempo incompreensível para o mundo natural.
Chegando começamos nossa exploração, seguindo diretamente à região indicada por Boi. Moxt guiava o grupo pelos caminhos mais fáceis, tornando a viagem muito mais rápida, enquanto eu e Lúthien desenhávamos os mapas. Após um bom tempo de exploração, escolhemos um lugar para dormir, dentro da tenda mágica de Lúthien. Durante a noite, fomos atacados por Gororiras, que pareciam saber que estávamos lá e vieram em nossa direção. Já havíamos enfrentado estas criaturas em uma região próxima ao Forte dos Paladinos e eu sabia que uma sozinha já era muito forte, ainda mais os 8 que agora nos enfrentavam. Sabendo que fogo os assustaria, me cobri com a energia da natureza para me tornar um grande elemental de fogo. Saí voando por entre os monstros, espalhando fogo por todos que me atacavam. A fúria foi tão incendiária que após alguns segundos, os que não estavam queimados ou alvejados pelos meus companheiros, fugiram para longe. Retornamos ao nosso descanso, mas não deixamos o local no dia seguinte antes de reaproveitar os corpos dos animais caídos, assim dando algum propósito aos seus restos.
Moxt se provou um excelente guia e um proficiente curteiro quando chegou hora de extrair partes de animais. Suas habilidades e as minhas pareciam se complementar nessa hora e fiquei feliz de tê-lo conosco. Foi uma oportunidade de lembrar que todos temos um propósito e um adição ao grupo, assim como todos os seres naturais têm dentro do seu bando e de seu ecossistema.
Consultando a natureza ao seu redor, Argok percebeu a presença de mortos-vivos poderosos andando pela região! Fomos em seu encalço para expulsar essas formas corruptas. Sem demora os encontramos. Um gigantesco lagarto transformado em zumbi, junto com o que aparentava ser seu guia morto-vivo. Assim que nos perceberam, vieram correndo. O lagarto de forma corrompida vomitava zumbis dos corpos que havia devorado em vida. Atacamos com fogo e armas até que ambos fosse colocados no chão. Felizmente, ainda fomos capazes de aproveitar parte da podridão do lagarto, levando conosco suas garras e dentes.
A exploração continuou, mas não fui capaz de me concentrar nos mapas e tivemos que passar pelo território mais uma vez. Como da primeira vez que estive aqui, grandes Marmotas de Pedra saíram do chão para nós emboscar. O combate foi difícil e Moxt chegou a cair, sendo resgatado por Lúthien. Se não fosse por nossos grandes bárbaros, não teríamos saído com vida. Com mais corpos para carnear, eu e Moxt começamos o trabalho. Mesmo separados, cada um em sua função, nos auxiliamos para que nada fosse perdido. Mas para nossa surpresa, owlbears mortos-vivos chegaram para nos interromper. Mesmo cansados, demos conta do recado graças à poderosa bola de fogo lançada por Lúthien, dando nos um pouco mais de trabalho para resgatar o que houvesse de seus corpos podres. No fim, voltamos com muitas partes de criaturas, que renderam muito dinheiro quando vendidos na cidade.
Mas algo me deixou com suspeitas de teríamos que retornar. A quantidade de mortos-vivos naquela região parecia sugerir que algo estava ativamente corrompendo as formas de vida daquele local.
Durante nossa última noite, avistamos almas penadas que pareciam presas ao local onde haviam os restos de uma velha carroça. Em nosso plano, era difícil de distinguir os escombros, mas no plano dos espíritos, pude ver que as almas estavam paradas em volta de uma carroça com a roda quebrada. Eles diziam que foram assaltados depois que sua carroça quebrou. Espíritos como esses muitas vezes não sabem que seus corpos morreram há muito tempo e têm dificuldade de aceitar sua nova forma. Ao invés de tentar convencê-lo a, pedi que Boi consertasse a roda (apenas uma rodela de madeira podre para nós) para que pudessem continuar sua jornada e encontrassem seu descanso. Após o trabalho feito, sua satisfação era visível e nos agradeceram, indo embora em sua viagem para finalmente voltarem a fazer parte da grande energia primordial. Sendo um devoto da destruição, Boi se puniu por não dessecrar nada por seu deus. Mas vi nele um pequeno sinal de esperança e tentei confortá-lo, mostrando que às vezes a reparação pode redimir mais que a destruição.