Jogadores:
Grimm
Davi
Trevisan
Guilherme
1628xp pra cada
GP:
75 (aranhas)
100 (portal encontrado)
27 (do mago) loot
---Total---
202 de gold
50 gp, 5 sp pra cada jogador
[0011 - 20/10/2018] Socorro, aranhas! 3 - Bóia
Moderator: Mestres
Re: [0010 - 13/10/2018] Socorro, aranhas! 3 - Bóia
Relato de Alp:
Nos encontramos na Forquilha da Perdição para finalmente dar fim no mago e suas aranhas na Floresta Branca, mal esse que já poluia a área por vários meses e ameaçava a própria existência de FogoVivo. Todos menos Argok já haviam tentado combater as aranhas no seu emaranhado de teias, mas até agora o problema perdurava. Dessa vez não era apenas uma tentativa, mas uma determinação pessoal de todos, principalmente para mim e Sir.
O clima de chuva fina incomodava, mas não obstruía nossa visão e chegamos sem demora até a floresta. Foi um alívio perceber que o constante calor e chuvas daquele verão, combinado com o número reduzido de aranhas, havia diminuido quase que por completo o volume de teias cobrindo a mata. No entanto, dentro da mesma, não haviam animais exceto os pequenos insetos rastejantes e voadores. Algo estava errado. Argok e eu resolvemos investigar, e pelos rastros e marcas feitas nos arredores parecia que as aranhas estavam assustando os animais para o sul da floresta (informação confirmada por um coelho que vivia na planície perto da floresta). Qualquer que fosse a razão, era mais um dos planos corrompidos do mago que as comandava.
Seguimos para o domo de teias, que agora era visto de longe no meio da mata. Sua altura ultrapassando as copas das árvores como o casco de uma gigantesca tartaruga branca estática no meio da folhagem. Quando Capiroto colocu sua aranha no domo, não sentiu a presença de qualquer aranha em contato com ela, o que nos deixava sem a vantagem de planejar um ataque e nos proteger de uma emboscada. Para não repetir a mesma estratégia das duas últimas vezes, contornamos o domo até a sua parte sul, onde encontramos uma abertura. Rastros frescos de muitos animais levavam para seu interior. Entramos cautelosamente, mas vimos que nos esconder era inútil, então Capiroto enviou sua aranha para que explorasse o caminho na nossa frente. Chegamos até uma bifurcação. O caminho que levava ao leste era para onde iam os rastros dos animais, mas a que ia para o nordeste ia na direção da pequena mureta de pedra, e lá, o mago. Seguimos até o local, onde encontramos aquela mesma mureta, mas agora em seu centro havia um círculo negro, como um buraco muito fundo. Capiroto chegou a perder o contato com sua aranha quando a mesma entrou, o que só aconteceria, segundo ele, se ela tivesse sido transportada para outro plano. Poderia ser um dos portais que buscávamos? Teria o mago realmente obtido sucesso e criado um portal para outros mundos? De qualquer jeito, ele não deixaria sua preciosa descoberta de lado, então nos espalhamos a fim de encontrá-lo. Lembrando que ele tinha o seu livro de magias, concentrei me nas vozes da Natureza para que me revelassem onde eu poderia encontrar o tomo que o mago sempre tinha consigo. Eu podia sentir que o objeto estava sobre o portal, talvez pairando no ar invisível junto com seu dono. Quando me aproximava, sentia que a direção era mais em cima, talvez 40 pés no ar ou mais. O maldito estava invisível e voando. Duas vezes tentei iluminar a área e revelar sua posição, mas não fui capaz de alcançá-lo. Até Capiroto lançou inúmero raios na direção, sem acertar nada. Sabendo que ele só desceria quando tivéssemos ido, nos afastamos do local, mas continuei focado e percebi que logo que saímos, a localização do tomo havia descido. Fizemos o que o mago não esperava e corremos rápido de volta ao local. Foi a decisão certa. Lá estava ele, de pé em cima da mureta, agora visível novamente. Todos atacaram, mantendo-se afastados para que ele não pudesse atingir todos de uma vez com alguma de suas magias, mas ele foi rápido e logo voltou a ficar invisível. Esperando alguma evidência de ua presença, esperamos. Logo ele se revelou com uma onde de frio e gelo na direção de Sir. Rapidamente pedi para a natureza em volta que me desse o salto dos gafanhotos e me transformei num sapo gigante. Saltei quase 60 pés na direção de onde a magia havia saído para tentar cair em cima do mago, mas errei por alguns passos. Sir, Argok e Capiroto tentavam em vão golpear os espaços em volta. Logo ele reapareceu novamente perto de seu portal e fuigindo, saltou para dentro. Mas nada me impediria de acabar com ele dessa vez e saltei logo atrás, sem saber o que havia do outro lado, talvez a morte, mas esta vem para todas as coisas de um jeito ou de outro.
Quando aterrisei, caí num salão meio iluminado por pedras brilhantes na sua parede de tijolos. O local era desconfortavelmente quente, mas ali, logo na minha frente estava o mago fujão. Ainda como sapo, saltei por cima dele, e aterrisando atrás o abocanhei numa mordida só, prendendo-o entre minhas largas mandíbulas. Fiquei feliz em ver que meus companheiros, primeiro Argok e alguns segundos depois Sir e Capiroto, se juntaram a mim naquele local sombrio. Sem poder se mexer entre meus dentes, os três aventureiros o golpearam com violência merecida, Capiroto dando fim nele com uma cajadada que rachou o crânio do mago. Com medo que talvez o portal se fechasse e ficássemos presos, logo saímos, eu pulando primeiro pelo portal acima.
Chegando ao alto, dei de cara com o gigante aranídeo que o mago havia criado usando a magia da Ley Line para corromper sua forma natural. Seus quatro braçoes me golpearam simultaneamente. Não fosse minha forma de sapo, eu teria caído ali mesmo. Mas ainda pude prendê-lo também na minha boca. Ele era grande e mal conseguia manter a boca aberta, mas pelo menos impedia que o gigante se movimentasse. Todos passamos a atacá-lo, mas ele também se regenerava a cada intervalo. Após muita luta e graves ferimentos, Argok veio correndo e entrerrou seu machado no peito da criatura, abrindo uma fenda enorme e espirrando seu sangue pra todos os lados. Capiroto impediu que ele se regenerasse soltando raios que necrosavam sua carne. Foi quando conseguimos finalmente derrubar o gigante de quatro braços. Foi um combate duro e tivemos que parar por uma hora para nos recuperarmos.
Resolvemos explorar o portal, que continuava aberto. Quando entramos, vimos que ele não nos levou para o mesmo lugar que antes. Agora estávamos numa sala mais comprida, com várias portas de madeira e paredes de tijolo. O calor já não era tanto e todos verificamos as portas atrás de armadilhas comuns ou mágicas, encontrando duas das portas manchadas por magias de evocação. Capiroto mandou sua aranha para passar por baixos das porta e explorar os corredores. O local parecia mal planejado e seus corredores apenas levavam para as outras portas do mesmo salão. Uma das portas levava a uma sala coberto com feno e comida podre, provavelmente dos que ali dormiam, mas o local estava vazio e repleto de sujeira. Explorando um túnel próximo da nossa sala, Capiroto perdeu contato com sua aranha, que havia morrido, vendo apenas um vulto que a matou. Sir e Argok rapidamente arrombaram uma das portas e avançamos para descobrir o que era. Sir foi surpreendido por uma sombra negra e fantasmagórica, mas com sua espada eletrificada, ele logo pôs fim nela. Avançando pelo túnel ainda não explorado, encontramos uma piscina com uma pequena válvula. De certa distância, Capiroto usou uma mão mágica para abrí-la e esta encheu a piscina com água. Havia também no local um pequeno recuo na parede, um corredor que dava para um buraco que fedia a excrementos. Já havia visto humanos e elfos em FogoVivo chamarem buracos como esses de latrina. Aparentemente uma invenção de gente da cidade que impedia que suas fezes voltássem a alimentar o solo e recomeçar o ciclo natural de crescimento. Hábitos estranhos.
Voltamos para a porta da sala vazia e com feno. Arrombamos a porta e começamos a investigar o local. Capiroto encontrou uma bolsa que continha uma estátua, que ele identificou como pertencente a algum tipo de divindade das águas. Talvez este fosse um antigo templo para essa divindade.
Quando fui explorar o feno, uma segunda sombra apareceu, e com seu golpe, me drenou de minha força. Três corpos putrefatos também ficaram de pé e avançavam contra o grupo. Criei uma bola de fogo que foi de encontro a um dos corpos e o queimou instantaneamente. Sir, Argok e Capiroto atacaram a sombra que me ameaçava. Sem muito esforço, acabamos com todos os quatro. Haviamos explorado aquele andar inteiro, mas havia ainda uma descida, que levava a um lugar de arquitetura muito mais cuidadosa. No entanto, havendo matado o mago e seu gigante, restavam ainda as quatro aranhas que infestavam o local e não deixariam o povo de FogoVivo descansar. Teriamos que retornar uma quarta vez para cá a fim de terminar o serviço e a idéia era limpar aquela floresta nesta vez. Decidimos descansar uma noite na segurança do salão principal e de manhã ir atrás das aranhas.
Recuperados e prontos para terminar o serviço, deixamos o salão pelo portal e nos dirigimos para o local onde os animais haviam ido. Capiroto chamou um amigo coruja para ver o que havia adiante de nós. O que encontramos me encheu de pesar. Inúmeros corpos de animais da floresta, todos mortos de forma horrenda, seu sangue espalhado e sua carne apodrecendo. Tudo em frente a um pequeno altar concentrado em magia necromântica. A força vital de todos aquele seres foi usada para dessecrar aquela parte da floresta. Foi quando percebemos que estávamos no meio de uma emboscada. Vimos três das aranhas que nos cercavam, mas não sabiamos onde estava a quarta. Pelo menos não fomos pegos de surpresa. O combate começou.
Enquanto me tornei sapo, as três avançaram ao mesmo tempo, incluindo a quarta que aparecia e desaparecia (como a que matamos da primeira vez). Sir atraía todas para si para proteger o grupo enquanto eu Argok e Capiroto concentrávamos nosso golpes na mesma aranha, a que ameaçava o chifrudo, mais vulnerável do grupo. Foi uma luta dura, mas nossa estratégia deu certo. Sir cortava as aranhas para lá e para cá, Argok dava violentas machadadas que, quando acertavam, arrebentavam patas e para todo lado. Eu usava minha grande boca para morder e prendê-las. Capiroto, quando foi atacado pela quarta aranha, soltou um poderoso raio vingativo que a matou de uma vez só. Sua coruja me auxiliava. Devagar, a vantagem numérica ia para nosso lado. Quando sobrava apenas uma aranha, abocanhei-a e engoli ela completamente. Podia sentir ela se debatendo e mordendo dentro de mim, como uma violenta dor de barriga. Todos parados olhavam enquanto eu digeria minha presa. Logo, soltei os poucos pedaços que sobraram da aranha com um grande arroto. Finalmente, o mago e suas criações haviam sido destruídas. Aquela parte da floresta ainda estava dessecrada, mas destruimos o altar e talvez com o tempo, aquele mal vá se esvaindo. Também tapamos o portal com toras e pedras pesadas para impedir que qualquer coisa não muito grande entrasse ou saísse dali. Estavamos cansados e feridos, mas vitoriosos e de barriga cheia. Voltamos para a cidade e fomos recompensados por ter acabado com o problema da aranhas e por termos encontrado aquilo que a cidade tanto buscava, um portal para fora da Porta do Diabo.
Nos encontramos na Forquilha da Perdição para finalmente dar fim no mago e suas aranhas na Floresta Branca, mal esse que já poluia a área por vários meses e ameaçava a própria existência de FogoVivo. Todos menos Argok já haviam tentado combater as aranhas no seu emaranhado de teias, mas até agora o problema perdurava. Dessa vez não era apenas uma tentativa, mas uma determinação pessoal de todos, principalmente para mim e Sir.
O clima de chuva fina incomodava, mas não obstruía nossa visão e chegamos sem demora até a floresta. Foi um alívio perceber que o constante calor e chuvas daquele verão, combinado com o número reduzido de aranhas, havia diminuido quase que por completo o volume de teias cobrindo a mata. No entanto, dentro da mesma, não haviam animais exceto os pequenos insetos rastejantes e voadores. Algo estava errado. Argok e eu resolvemos investigar, e pelos rastros e marcas feitas nos arredores parecia que as aranhas estavam assustando os animais para o sul da floresta (informação confirmada por um coelho que vivia na planície perto da floresta). Qualquer que fosse a razão, era mais um dos planos corrompidos do mago que as comandava.
Seguimos para o domo de teias, que agora era visto de longe no meio da mata. Sua altura ultrapassando as copas das árvores como o casco de uma gigantesca tartaruga branca estática no meio da folhagem. Quando Capiroto colocu sua aranha no domo, não sentiu a presença de qualquer aranha em contato com ela, o que nos deixava sem a vantagem de planejar um ataque e nos proteger de uma emboscada. Para não repetir a mesma estratégia das duas últimas vezes, contornamos o domo até a sua parte sul, onde encontramos uma abertura. Rastros frescos de muitos animais levavam para seu interior. Entramos cautelosamente, mas vimos que nos esconder era inútil, então Capiroto enviou sua aranha para que explorasse o caminho na nossa frente. Chegamos até uma bifurcação. O caminho que levava ao leste era para onde iam os rastros dos animais, mas a que ia para o nordeste ia na direção da pequena mureta de pedra, e lá, o mago. Seguimos até o local, onde encontramos aquela mesma mureta, mas agora em seu centro havia um círculo negro, como um buraco muito fundo. Capiroto chegou a perder o contato com sua aranha quando a mesma entrou, o que só aconteceria, segundo ele, se ela tivesse sido transportada para outro plano. Poderia ser um dos portais que buscávamos? Teria o mago realmente obtido sucesso e criado um portal para outros mundos? De qualquer jeito, ele não deixaria sua preciosa descoberta de lado, então nos espalhamos a fim de encontrá-lo. Lembrando que ele tinha o seu livro de magias, concentrei me nas vozes da Natureza para que me revelassem onde eu poderia encontrar o tomo que o mago sempre tinha consigo. Eu podia sentir que o objeto estava sobre o portal, talvez pairando no ar invisível junto com seu dono. Quando me aproximava, sentia que a direção era mais em cima, talvez 40 pés no ar ou mais. O maldito estava invisível e voando. Duas vezes tentei iluminar a área e revelar sua posição, mas não fui capaz de alcançá-lo. Até Capiroto lançou inúmero raios na direção, sem acertar nada. Sabendo que ele só desceria quando tivéssemos ido, nos afastamos do local, mas continuei focado e percebi que logo que saímos, a localização do tomo havia descido. Fizemos o que o mago não esperava e corremos rápido de volta ao local. Foi a decisão certa. Lá estava ele, de pé em cima da mureta, agora visível novamente. Todos atacaram, mantendo-se afastados para que ele não pudesse atingir todos de uma vez com alguma de suas magias, mas ele foi rápido e logo voltou a ficar invisível. Esperando alguma evidência de ua presença, esperamos. Logo ele se revelou com uma onde de frio e gelo na direção de Sir. Rapidamente pedi para a natureza em volta que me desse o salto dos gafanhotos e me transformei num sapo gigante. Saltei quase 60 pés na direção de onde a magia havia saído para tentar cair em cima do mago, mas errei por alguns passos. Sir, Argok e Capiroto tentavam em vão golpear os espaços em volta. Logo ele reapareceu novamente perto de seu portal e fuigindo, saltou para dentro. Mas nada me impediria de acabar com ele dessa vez e saltei logo atrás, sem saber o que havia do outro lado, talvez a morte, mas esta vem para todas as coisas de um jeito ou de outro.
Quando aterrisei, caí num salão meio iluminado por pedras brilhantes na sua parede de tijolos. O local era desconfortavelmente quente, mas ali, logo na minha frente estava o mago fujão. Ainda como sapo, saltei por cima dele, e aterrisando atrás o abocanhei numa mordida só, prendendo-o entre minhas largas mandíbulas. Fiquei feliz em ver que meus companheiros, primeiro Argok e alguns segundos depois Sir e Capiroto, se juntaram a mim naquele local sombrio. Sem poder se mexer entre meus dentes, os três aventureiros o golpearam com violência merecida, Capiroto dando fim nele com uma cajadada que rachou o crânio do mago. Com medo que talvez o portal se fechasse e ficássemos presos, logo saímos, eu pulando primeiro pelo portal acima.
Chegando ao alto, dei de cara com o gigante aranídeo que o mago havia criado usando a magia da Ley Line para corromper sua forma natural. Seus quatro braçoes me golpearam simultaneamente. Não fosse minha forma de sapo, eu teria caído ali mesmo. Mas ainda pude prendê-lo também na minha boca. Ele era grande e mal conseguia manter a boca aberta, mas pelo menos impedia que o gigante se movimentasse. Todos passamos a atacá-lo, mas ele também se regenerava a cada intervalo. Após muita luta e graves ferimentos, Argok veio correndo e entrerrou seu machado no peito da criatura, abrindo uma fenda enorme e espirrando seu sangue pra todos os lados. Capiroto impediu que ele se regenerasse soltando raios que necrosavam sua carne. Foi quando conseguimos finalmente derrubar o gigante de quatro braços. Foi um combate duro e tivemos que parar por uma hora para nos recuperarmos.
Resolvemos explorar o portal, que continuava aberto. Quando entramos, vimos que ele não nos levou para o mesmo lugar que antes. Agora estávamos numa sala mais comprida, com várias portas de madeira e paredes de tijolo. O calor já não era tanto e todos verificamos as portas atrás de armadilhas comuns ou mágicas, encontrando duas das portas manchadas por magias de evocação. Capiroto mandou sua aranha para passar por baixos das porta e explorar os corredores. O local parecia mal planejado e seus corredores apenas levavam para as outras portas do mesmo salão. Uma das portas levava a uma sala coberto com feno e comida podre, provavelmente dos que ali dormiam, mas o local estava vazio e repleto de sujeira. Explorando um túnel próximo da nossa sala, Capiroto perdeu contato com sua aranha, que havia morrido, vendo apenas um vulto que a matou. Sir e Argok rapidamente arrombaram uma das portas e avançamos para descobrir o que era. Sir foi surpreendido por uma sombra negra e fantasmagórica, mas com sua espada eletrificada, ele logo pôs fim nela. Avançando pelo túnel ainda não explorado, encontramos uma piscina com uma pequena válvula. De certa distância, Capiroto usou uma mão mágica para abrí-la e esta encheu a piscina com água. Havia também no local um pequeno recuo na parede, um corredor que dava para um buraco que fedia a excrementos. Já havia visto humanos e elfos em FogoVivo chamarem buracos como esses de latrina. Aparentemente uma invenção de gente da cidade que impedia que suas fezes voltássem a alimentar o solo e recomeçar o ciclo natural de crescimento. Hábitos estranhos.
Voltamos para a porta da sala vazia e com feno. Arrombamos a porta e começamos a investigar o local. Capiroto encontrou uma bolsa que continha uma estátua, que ele identificou como pertencente a algum tipo de divindade das águas. Talvez este fosse um antigo templo para essa divindade.
Quando fui explorar o feno, uma segunda sombra apareceu, e com seu golpe, me drenou de minha força. Três corpos putrefatos também ficaram de pé e avançavam contra o grupo. Criei uma bola de fogo que foi de encontro a um dos corpos e o queimou instantaneamente. Sir, Argok e Capiroto atacaram a sombra que me ameaçava. Sem muito esforço, acabamos com todos os quatro. Haviamos explorado aquele andar inteiro, mas havia ainda uma descida, que levava a um lugar de arquitetura muito mais cuidadosa. No entanto, havendo matado o mago e seu gigante, restavam ainda as quatro aranhas que infestavam o local e não deixariam o povo de FogoVivo descansar. Teriamos que retornar uma quarta vez para cá a fim de terminar o serviço e a idéia era limpar aquela floresta nesta vez. Decidimos descansar uma noite na segurança do salão principal e de manhã ir atrás das aranhas.
Recuperados e prontos para terminar o serviço, deixamos o salão pelo portal e nos dirigimos para o local onde os animais haviam ido. Capiroto chamou um amigo coruja para ver o que havia adiante de nós. O que encontramos me encheu de pesar. Inúmeros corpos de animais da floresta, todos mortos de forma horrenda, seu sangue espalhado e sua carne apodrecendo. Tudo em frente a um pequeno altar concentrado em magia necromântica. A força vital de todos aquele seres foi usada para dessecrar aquela parte da floresta. Foi quando percebemos que estávamos no meio de uma emboscada. Vimos três das aranhas que nos cercavam, mas não sabiamos onde estava a quarta. Pelo menos não fomos pegos de surpresa. O combate começou.
Enquanto me tornei sapo, as três avançaram ao mesmo tempo, incluindo a quarta que aparecia e desaparecia (como a que matamos da primeira vez). Sir atraía todas para si para proteger o grupo enquanto eu Argok e Capiroto concentrávamos nosso golpes na mesma aranha, a que ameaçava o chifrudo, mais vulnerável do grupo. Foi uma luta dura, mas nossa estratégia deu certo. Sir cortava as aranhas para lá e para cá, Argok dava violentas machadadas que, quando acertavam, arrebentavam patas e para todo lado. Eu usava minha grande boca para morder e prendê-las. Capiroto, quando foi atacado pela quarta aranha, soltou um poderoso raio vingativo que a matou de uma vez só. Sua coruja me auxiliava. Devagar, a vantagem numérica ia para nosso lado. Quando sobrava apenas uma aranha, abocanhei-a e engoli ela completamente. Podia sentir ela se debatendo e mordendo dentro de mim, como uma violenta dor de barriga. Todos parados olhavam enquanto eu digeria minha presa. Logo, soltei os poucos pedaços que sobraram da aranha com um grande arroto. Finalmente, o mago e suas criações haviam sido destruídas. Aquela parte da floresta ainda estava dessecrada, mas destruimos o altar e talvez com o tempo, aquele mal vá se esvaindo. Também tapamos o portal com toras e pedras pesadas para impedir que qualquer coisa não muito grande entrasse ou saísse dali. Estavamos cansados e feridos, mas vitoriosos e de barriga cheia. Voltamos para a cidade e fomos recompensados por ter acabado com o problema da aranhas e por termos encontrado aquilo que a cidade tanto buscava, um portal para fora da Porta do Diabo.
If the barbarian has ten gold pieces, and the rogue steals half of it, what does the rogue take?
1d12 slashing damage.
1d12 slashing damage.
